Desde que eu me lembro, eu torcia para os vilões. Dos filmes, claro.
Todo mundo sabe que eles são muito mais interessantes, mas além disso havia algo mais.
Talvez fosse os seus objetivos, que sempre eram mais concretos que dos mocinhos: destruir o mundo X defender a justiça. Era muito mais fácil de compreender o que ele realmente queria, e nele ninguém mandava. Mas o mocinho…geralmente estava sempre manipulado por alguém e só descobria no final, e sempre se preocupando com coisas bestas, e pqp, porque sempre tinha que ter alguma mulher pra ele beijar no final?Aff.
Só que o que realmente me irritava era a forma como depois de passar 2 horas vendo o vilão maquinar tudo perfeitamente, agir de forma meticulosa para atingir seus objetivos, por alguma razão nada compreensível, ele se tornava um completo estúpido no fim e fazia tudo errado e entregava o jogo para o mocinho. Putz, ninguém merece.
Tudo bem, fazer o quê. Mas pelo menos eles tinham um belo motivo, o ódio. Fosse ódio pela humanidade, pela ex que deu um fora, pelo mocinho que sempre se dava bem ou mesmo de si mesmo. Era o ódio que os levava, excetuando o último momento, a sair do seu lugar comum e fazer planos extraordinários e executá-los de forma maestral.
Mas claro que eu, como o ser humano sensato que sou(UIAHIEUHEHEIHIEEHU!!!!) não concordava de verdade verdadeira com a morte de pessoas, assaltos e etc. coordenados por esses vilões. Eu só gostava da forma como eles agiam quando o ódio os tomava. De forma muito mais interessante do que as ações abobadas motivadas pelo “amor”, compaixão e outros sentimentos cuti cuti dos mocinhos.
Tudo isso pra dizer que eu adoro a história Santo dos Assassinos de Garth Ennis.

O Santo dos Assassinos é um personagem secundário da série Preacher, do mesmo autor.
Ele é, em suma, o anjo da morte. Na verdade, ele substituiu esse mesmo anjo no seu trabalho, recolher os mortos, já que o celestial estava entediado depois de tantos milênios fazendo a mesma coisa.
O nosso santo pistoleiro era um assassino também quando era vivo. Mas ele encontrou o amor(eca!), e construiu uma família isolado nas montanhas. Coisas não planejadas acontecem e ele acaba substituindo o anjo da morte. É muito uma bela história de um dos personagens mais intrigantes de Preacher, e eu realmente recomendo.
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