Acusado de pedofilia pela internet vai para a cadeia.
Sexta-feira, Agosto 24th, 2007Fonte aqui.
Que sirva de exemplo, e se torne a regra.
Vou divagar um monte e falar sobre mais coisas ainda! Estão avisados!
Creio que de todas indústrias, a que mais se beneficiou do anonimato da internet foi a indústria da pornografia ou do sexo, como queiram chamar.(acho que do sexo fica melhor já que engloba muito mais que pornografia)
Eu gostaria de ter números, mas isso é impossível de se achar porque as empresas não revelam, mas sem dúvida nenhuma está na casa dos bilhões, e o sexo hoje é um dos produtos mais rentáveis que existem.
O problema é como esse dinheiro é ganho…
Bem, eu sou contra a pornografia. Sim, ilusório achar que essa indústria pode ser parada, mas isso também não me impede de ver a pornografia(nos níveis e na forma que é praticada hoje) como algo ruim para a sociedade.
A pornografia é uma violência contra a mulher e contra todos grupos que são identificados com características vistas como naturais às mulheres. A mulher é sempre tratada como objeto do homem que a domina e a usa para se satisfazer, é o homem que decide o que fazer e como será feito. É o falo (representação simbólica do poder) que dita as regras.
E é nessa condição de objetos que estão ali para satisfazer o macho falocentrico que entram outros grupos que assumem características historicamente associadas às mulheres, como a fragilidade e a submissão: gays, transsexuais, crianças.
Eu vejo a pornografia infantil como uma consequência direta da pornografia “convencional”. A criança é vista como um sujeito indefeso, fraco e que necessita do adulto para se afirmar como sujeito. Da mesma maneira que as mulheres são vistas em relação ao homem.
A pornografia, além de ser ela própria uma, incita a violência contra a mulher e contra todos outros grupos que sejam associadas a condição de “mulher”. Andrea Dworkin, teórica feminista, declarava que a pornografia não apenas objetificava a mulher e lucrava com isso, mas dava lições sórdidas de como se lidar com a sexualidade feminina.
A pornografia funciona como um manual para os homens que acreditam nas imagens que vêem como o “jeito natural de se lidar com as mulheres”.
Muita gente diz que a pornografia ajudou a diminuir preconceitos, e pra mim isso é uma mentira descabida formulada pelo simples achismo. Creio que assim como a prostituição legalizada, a pornografia aumenta estigmas e preconceitos, pois agora nem ao anonimato se tem direito. Encontrei um artigo muito interessante aqui com argumentos muito interessantes contra a legalização da prostituição, e o que mais me chamou a atenção foi o seguinte:
Na Holanda, as mulheres na prostituição apontam que a legalização e descriminalização da indústria do sexo não apagou o estigma da prostituição mas, ao contrário, elas ficaram mais vulneráveis ao abuso porque devem ser registradas, perdendo assim, o anonimato.
Enfim, apesar de conquistas importantes como o direito ao voto, acesso ao mercado de trabalho e direitos trabalhistas, entre outras, eu creio que o Feminismo ainda tem muito pelo que lutar. Principalmente pelo direito da mulheres, e outros que acabam sendo alvos de preconceito por serem vistos com características associadas historicamente às mulheres, como os homossexuais, de construírem sua própria subjetividade. Pelo direito de não viverem sob a sombra de um falo que garante ao homem uma posição comoda e preguiçosa, que não apenas torna a mulher um objeto mas que também impede o homem de se tornar um sujeito melhor: o comodismo de sua posição o impede de dar um passo a frente.
Link para o SCUM Manifest aqui: Exterminação total do macho, associado ao capitalismo e seus males. (de certa forma, eu concordo…só acho engraçado como a retórica de mulher=amor+ternura+tudo de bom é usada no texto para argumentar a exterminação do macho…O.O)
Comunidades no orkut interessantes para discutir sobre temas relacionados ao feminismo,sexo e etc:
Feminismo não é femismo <- será mesmo? será que não deveria ser? discussões interessantes sobre isso em algumas outras comunidades.
Sexismo linguístico do “Homem” <- A imagem dessa comunidade diz muita coisa.
Não à assimilação gay <- muitos textos e muitos discussões profundas sobre feminismo, mulher, identidade, homossexualismo e mais. Eu recomendo mesmo.