(A Paz que eu não quero)

Domingo, Outubro 28th, 2007

Diminuiu um pouco agora meus trabalhos, então creio que terei mais tempo para escrever aqui. Peço desculpas a todos que vieram aqui, e encontraram esse canto desatualizado - mas creio que mesmo assim ainda tinha muito pano pra manga.

Nessa semana que passou o colunista do jornal Correio do Povo, Juremir Machado, escreveu que ele estava ali pra confundir. Que não era adpeto a extremismos, não era militante de esquerda nem da direita. Que defendia os vegetarianos com o mesmo fervor em que degustava uma picanha de churrasco.

Me fez refletir, mais uma vez, sobre as minhas razões: quanto mais o tempo passa, mais eu duvido. Acho que é isso que me dá impulso, a dúvida. Acredito, ou pelo menos gosto de pensar, que o que me move é o questionamento. Eu duvido de tudo, e todos. Nem sempre é o melhor a fazer, mas é assim que funciona comigo. 

Duvidar implica tentar ver as coisas de um jeito diferente, e eu gosto quando algo que está sacramentado é posto em xeque. Eu gosto quando um novo olhar é dado a histórias e estórias que tanto nos são contadas, e da mesma forma, que muitas vezes parecem ser do jeito que são naturalmente, que são dessa ou daquela forma, porque devem ser.

A vida não é assim.

podersupremo.jpg

Por isso eu gosto da visão que Straczynski tem do mito do Super-Homem - e de todo sistema que gira em torno dele - em Poder Supremo.

Nos foi dito que o Super-Homem é o último sobrevivente de um planeta extinto, e que foi achado por um casal de fazendeiros que o criou com muito amor, carinho, compaixão, e todo o resto dos tradicionais valores norte-americanos.

As melhores coisas são feitas quando alguém pergunta: e se…?

E se o governo norte-americano tivesse tirado da mão desse casal a criança alienígena e a criado para se tornar a sua suprema arma de destruição via lavagem cerebral?

Mas, e se essa criança não fosse o último kryptoniano? E se não fosse um fugitivo da destruição iminente, e sim um agente de dominação?

E se…?

Quem tiver curiosidade, pode fazer o download no fórum do Rapadura Azucarada clicando na imagem. Tem que se registrar, mas vale a pena, porque lá você encontra o que imaginar em histórias em quadrinhos. Ultimamente tem sido minha fonte, recomendo mesmo.

Para ler os quadrinhos você precisa do CDisplay.

ps.: falando em olhar, recomendo o livro da jornalista gaúcha de Ijuí, Eliane Brum: A Vida que Ninguém Vê.Não é porque ela nasceu em Ijuí, cidade que nasci e ainda resido, mas o livro é muito bom mesmo. Pude conferir um bate-papo com ela aqui na UNIJUI e foi muito produtivo. Me pareceu uma pessoa inquieta, incomodada. Eu gosto disso.

e a morte…

Domingo, Setembro 23rd, 2007

A morte é algo fascinante.

Eu estou volta e meia pensando nela, e na maneira como as pessoas a encaram.

Tem gente que morre de medo, que não dá bola, que a ama, que a cultua e que a transcende. Eu, particularmente, simpatizo.

Você pode vê-la como um caveira ceifando almas e sentindo prazer ao ver nossa desgraça. Eu prefiro uma versão mais, hum, querida, quase aconchegante.

A Morte me parece muito mais um(a) amigo(a) que entende profundamene a alma humana, que sabe das nossas angústias e que ao contrário de nos levar para o frio mundo das trevas, nos faz um carinho e diz uma palavra bonita no final de tudo.

Ela não é humana, claro, mas nos compreende. Como a Morte de Neil Gaiman.

Ou como a narradora de a menina que roubava livros, do australiano Markus Zusak.

Eu me apaixonei por todos os personagens do livro. A Morte conta a estória de Liesel Meminger que perde seu irmão durante a guerra, e como se compensasse a perda dele, se torna uma roubadora de livros. Seu padrasto, Hans Hubermann é um personagem maravilhos, amável como só ele. Sua madrasta, Rosa Hubermann, bem, ela ama Liesel do seu jeito…

Ao ler o livro também conhecemos Max Vanderburg, um judeu fugindo dos nazistas e Rudy Steiner, melhor amigo de Liesel(por quem ele é apaixonado!).

Pra quem interessa, o livro é best-seller e está na lista dos mais vendidos há um tempão.

Pra quem acha que best-seller é sempre ruim e feito para as massas acostumados com Paulo Coelho, desconsidere e dê uma chance ao livro. É realmente muito bom, a maneira como a Morte é irônica e trata a narrativa com uma pitada de humor alivia o clima de perseguição da segunda guerra. A força que as palavras dão a Liesel é, no mínimo, uma bela lição.