Maio 68 - 40 anos! Eu também quero!

Quarta-feira, Maio 7th, 2008

Há marcos na história da Humanidade.

Maio de 68 e a revolução estudantil pode ser considerado um deles. Foi um grito de “Chega!” por quem estava sendo sufocado pelas “tradições”, pelo conservadorismo, pelo capitalismo, pela selvageria do Ocidente.

É estranho e mágico que em vários países, sem coordenação via internet, os jovens se reunissem e protestassem contra o que incomodava. Contra a guerra do Vietnã, contra os velhos hábitos e pensamentos, contra a Ditadura.  Mais mágico do que estranho, penso eu.

Eu não sei direito como foi, só pouco do que li a respeito, e o que li dos pensadores e intelectuais que sobreviveram para colocar no papel as idéias daquela geração. Foi uma geração de esperança de que as ideologias viviam(e vivem), de que querer mais do que o capetalismo hipócrita, machista e racista não era (e não é) utopia. Que emancipação coletiva pode ser realidade.

Por isso, eu também quero um maio de 2008. Ou um ano de 2008.

Levantemos bandeiras e digamos que BASTA!

Basta de exploração - dos outros sujeitos e dos outros seres vivos! Basta de “direitos humanos” e o que eles representam para essa sociedade conservadora - direitos iguais(todo temos direitos iguais a explorar o outro); liberdade(para vivermos o mais puro egoísmo fundamentado na desigualdade); respeito às diferenças(desde que sua diferença seja igual a minha); democracia para o povo escolher(e invadiremos e arrasaremos países, sequestraremos suas riquezas e montaremos governos de mentirinha para que isso aconteça).

Dizem naturais esses direitos. Nada há de natural no Homem. Somos construídos historicamente, somos frutos do que a sociedade está(ela está assim, não é assim).

Glorificação do natural é parte de uma ideologia que protege uma sociedade inatural de sua luta por libertação. (Herbert Marcuse)

NÃO SOMOS VíTIMAS. E não aceitaremos ser tratados como tal. Não somos apenas seres vivos, sobreviver não é o único objetivo. Pois assim nos vêem como seres desprezíveis, e nos tratam como tal - as torturas sádicas dos soldados norte-americanos feita com prisioneiros arábes é prova disso.

Não aceitaremos que transformem todo projeto de emancipação coletiva, toda tentativa de reunir as pessoas em torno de algo que não seja o mais profundo negativismo e niilismo e egoísmo seja tratado como utopia!

Não aceitaremos que absorvam o que nós defendemos e revertam em vazio de discurso! Que transmutem nossas bandeiras em camisetas a serem vendidas por grifes pop!

Não desejamos sermos reconhecidos por essa sociedade. Desejamos que ela se afunde e seja aniquilida. Queremos outra coisa que não esse machismo travestido de liberdade de escolha, de democracia - onde o Estado é refém do Mercado, veja o absurdo!

Para o inferno com os direitos iguais, queremos libertação… muito mais, nada menos. (Resyst)

 

 

 

Segunda-Feira: Dia de Mandar Tomar no CU!

Segunda-feira, Julho 16th, 2007

mariah parceria

É incrível como as pessoas são indiferentes.

Grupos neonazistas proliferam nas classes médias e altas.

Grupos que disseminam o preconceito contra todos que não são homens, brancos, católicos e ricos pipocam em todos cantos.

Nas últimas semanas a notícia de que quatro jovens de classe média alta espancaram uma doméstica que voltava para casa correu os grandes veículos de comunicação. Mas isso não é um caso isolado e não é a primeira vez que acontece. Lembram do índio que foi queimado quando dormia no banco?

O pior são as justificativas! “Espancamos porque pensamos que era prostituta” no caso da doméstica, e “queimamos porque pensamos que era um mendigo”! E DAÍ?! E SE FOSSE PROSTITUTA?! E SE FOSSE UM MENDIGO?! QUE IMPORTA ISSO?!

Mas nãããããããão! Nossa sociedade é livre de racismo, não tem preconceitos, afinal, somos uma mistura de nacionalidades! HA! TOMA NO CU!

Fecham os olhos para esses atentados contra os negros, homossexuais, mulheres e pobres enquanto cheiram coca nos apertamentos de luxo na Lapa!

Fotos como essa da Mariah só representam a estupidez da maioria em enxergar os problemas, e isso é pior ainda no Brasil, porque os preconceitos perpetuados não são reconhecidos. É impossível discutir e tentar resolver um problema se ele não é reconhecido, e infelizmente, a grande maioria das pessoas não vê que a violência nascida de ódios neonazistas, machistas e elitistas é um problema.

ACORDEM E RECONHEÇAM A MERDA, PORRA!

TOMA NO CU ESSA INDIFERENÇA! TOMA NO CU A HIPOCRISIA!