Maio 68 - 40 anos! Eu também quero!
Há marcos na história da Humanidade.
Maio de 68 e a revolução estudantil pode ser considerado um deles. Foi um grito de “Chega!” por quem estava sendo sufocado pelas “tradições”, pelo conservadorismo, pelo capitalismo, pela selvageria do Ocidente.
É estranho e mágico que em vários países, sem coordenação via internet, os jovens se reunissem e protestassem contra o que incomodava. Contra a guerra do Vietnã, contra os velhos hábitos e pensamentos, contra a Ditadura. Mais mágico do que estranho, penso eu.
Eu não sei direito como foi, só pouco do que li a respeito, e o que li dos pensadores e intelectuais que sobreviveram para colocar no papel as idéias daquela geração. Foi uma geração de esperança de que as ideologias viviam(e vivem), de que querer mais do que o capetalismo hipócrita, machista e racista não era (e não é) utopia. Que emancipação coletiva pode ser realidade.
Por isso, eu também quero um maio de 2008. Ou um ano de 2008.
Levantemos bandeiras e digamos que BASTA!
Basta de exploração - dos outros sujeitos e dos outros seres vivos! Basta de “direitos humanos” e o que eles representam para essa sociedade conservadora - direitos iguais(todo temos direitos iguais a explorar o outro); liberdade(para vivermos o mais puro egoísmo fundamentado na desigualdade); respeito às diferenças(desde que sua diferença seja igual a minha); democracia para o povo escolher(e invadiremos e arrasaremos países, sequestraremos suas riquezas e montaremos governos de mentirinha para que isso aconteça).
Dizem naturais esses direitos. Nada há de natural no Homem. Somos construídos historicamente, somos frutos do que a sociedade está(ela está assim, não é assim).
Glorificação do natural é parte de uma ideologia que protege uma sociedade inatural de sua luta por libertação. (Herbert Marcuse)
NÃO SOMOS VíTIMAS. E não aceitaremos ser tratados como tal. Não somos apenas seres vivos, sobreviver não é o único objetivo. Pois assim nos vêem como seres desprezíveis, e nos tratam como tal - as torturas sádicas dos soldados norte-americanos feita com prisioneiros arábes é prova disso.
Não aceitaremos que transformem todo projeto de emancipação coletiva, toda tentativa de reunir as pessoas em torno de algo que não seja o mais profundo negativismo e niilismo e egoísmo seja tratado como utopia!
Não aceitaremos que absorvam o que nós defendemos e revertam em vazio de discurso! Que transmutem nossas bandeiras em camisetas a serem vendidas por grifes pop!
Não desejamos sermos reconhecidos por essa sociedade. Desejamos que ela se afunde e seja aniquilida. Queremos outra coisa que não esse machismo travestido de liberdade de escolha, de democracia - onde o Estado é refém do Mercado, veja o absurdo!
Para o inferno com os direitos iguais, queremos libertação… muito mais, nada menos. (Resyst)
Maio 24th, 2008 at 10:58 am
O ano que nasci….
Mas não o vivenciei…..
Sinto inveja de quem vivenciou o ano em que nasci !!!
Talvez fosse uma grande revolucionária, colocaria a cabeça a prêmio…talvez uma alienada gritante ao ouvir os Beatles.
sei lá…..
e lá se foram 40 anos….muito bem vividos, mesmo querendo ter vivido na época em que nasci.