Governo malandrinhoooo!
O Governo Federal, finalmente, anunciou um corte de gastos de R$ 19,4 bilhões para esse ano com vistas a recuperar - junto com corte de R$ 12 bilhões do Congresso e aumento da arrecadação do IOF em R$ 10 bilhões - os R$ 40 bilhões perdidos com o fim da CPMF.
Com exceção do aumento do IOF(Imposto sobre Operações Financeiras), as medidas são louváveis.
Aleluia. Uma decisão que diminuí os gastos públicos - isto é, do dinheiro do povo - e que alivia um pouco a tal da política monetária: não vão precisar aumentar a taxa de juros, um absurdo mundial.
No entanto, era lógico que isso não ia sair barato. Além do corte, também foi anunciada uma elevação de gastos de R$ 16,9 bilhões. Se fizermos a conta, a economia real foi de R$ 2,5 bilhões. Ainda assim, é bastante para um país que tem tradição em aumentar gastos sem cortar nada, e recorrer a empréstimos internacionais - com suas taxas de juros ridículas e feitas para não serem pagas - toda vez que a grana aperta.
A questão agora é, de onde foram cortados quase R$ 20 bilhões?
Até agora, só consegui descobrir onde não foi: nada será cortado das obras do PAC, nem dos programas sociais, nem do Ministério da Defesa. Ainda falta descobrir se a Educação e a Saúde tiveram cortes; realmente espero que não, pois do jeito que está, qualquer real perdido nessas áreas é uma tragédia.
E todos esses cortes, no fim, são feitos com o objetivo de aumentar o superavit primário(a diferença entre gastos e arrecadação do governo, sem contar os juros da dívida pública) que esse ano terão valor superior a R$ 100 bilhões. O.o
Cem bilhões em JUROS! A real é que a dívida não tem como ser paga.
Aliás, a dívida pública foi e é adquirida com o empréstimo por entidades ou pessoas para financiar gastos do governo. Que coisa, e dizer que tudo começou com aquele empréstimo feito pelo Brasil com a Inglaterra para comprar indenizar Portugal quando da independência nacional. Era só um milhãozinho. Em 2005, foi estimada em mais de 1 trilhão de reais.