Archive for the ‘Quadrinhos’ Category

Preacher - toda saga.

Sexta-feira, Agosto 8th, 2008

Esse sorriso de Cassidy resume bem o tom irônico de Preacher, a hq do padre que quer acertar as contas com Deus.

Eu havia prometido disponibilizar para download toda a série, e promessa é dívida.

Promessa cumprida.

Preacher é bela crítica, despretensiosa, mas ainda assim muito boa.

É uma crítica à hipocrisia, ao politicamente correto, ao “homem de bem”, a bobagem demagoga.

Faça o download aqui. Pra usar você precisa do CDisplay.

A disponibilização para download das HQs tem como fim maior a preservação e a fomentação dos quadrinhos entre os leitores brasileiros. Gostou da revista? COMPRA!

Eu gostei e quando pude($$)comprei! Contribuam para que mais obras dessas cheguem às nossas mãos e valorizem os artistas que as criaram.

Sandman - a melhor história em quadrinhos de todos os tempos?

Quinta-feira, Julho 3rd, 2008

Eu sou um fã de histórias em quadrinhos. Gosto muito, muito mesmo.

E devo em parte significativa meu acesso a esse tipo de literatura ao Sedentário&Hiperativo que durante muito tempo foi de longe meu blog favorito. Favorito porque ele simplesmente disponibilizava e ainda disponibiliza para download o que eu considero ser as melhores histórias em quadrinhos já escritas, e ouso dizer, obras literárias das melhores de todos os tempos.

Sandman, Watchmen, Preacher, Y - The Last Man, V de Vingança, Transmetropolitan, Monstro do Pântano(isso foi pra mim uma surpresa, ainda escreverei a respeito aqui). São simplesmente maravilhosas.

Eu ainda gosto muito de The Walking Dead, Hellblazer, Sin City, A Torre Negra, 300(do filme, sabe?), e mais uma lista enorme, que eu só conheci graças aos scans na WEB - ou melhor dizendo, no fórum do FARRA.

Mas, é claro, eu tenho uma favorita mesmo entre essas.

Para muita gente - que provavelmente entende muito mais de quadrinhos do que eu - Watchmen é a melhor HQ de todos os tempos.Talvez seja mesmo, é fabulosa.

Sandman, entretanto, foi o que me deu vontade de ler quadrinhos e de conhecer mais e mais desse mundo. Eu comecei com Sin City, mas o que era apenas curiosidade se tornou uma gana por mais e mais leituras com Sandman.

O que é Sandman, afinal?

É uma história criada por Neil Gaiman, premiada diversas vezes em diversos países e é única HQ que ganhou o World Fantasy Award - em 1991 - pelo volume Terra dos Sonhos. A revolta entre os escritores medíocres foi tanta que após esse evento mudaram as regras do prêmio para que nenhuma HQ pudesse mais concorrer. Tsc.

Sandman é uma história densa, com personagens complexos e interessantes e ilustrações simplesmente MARA.

E não apenas os principais personagens são atraentes; Gaiman cuidou de fazer cada personagem, dos mais importantes aos secundários, com uma história de vida, com motivações e desejos únicos.

Isso sem contar na criação de um universo de fantasia que é simplesmente absurdo. No bom sentido, claro.

Eu imagino que tipo de sonhos ele tem.

Sandman é a história de uma das faces do irmão mais novo de Morte. Ele é um perpétuo também - e eu diria que é o mais “humano” deles. Ele ama desesperadamente e comete loucuras, infantilidades, e é egoísta e narcisista como todo amante.

Mas ele também tenta ser o mais justo possível. E quando percebe que errou, faz o possível para que possa corrigir esses erros, não importe os custos de suas atitudes.

Ele é impulsivo, e poderoso, e o seu reino é o mais fascinante de todos: o Sonho.

Sandman é também chamado de Sonho ou de Morpheus.

Sandman é quem tem o controle do reino dos poetas, dos idealistas e claro, dos sonhadores.

Eu adoro, e pra mim, é a melhor história em quadrinhos de todos os tempos.

Por isso mesmo, em agradecimento à todo prazer que tive lendo scans, eu coloco na WEB mais um lugar para download das mesmas. E mais uma vez, vocês poderão ver que baixei boa parte dessas edições no Sedentário, e sendo assim, não retirei as referências ao site como uma forma de homenagem.

Você pode fazer o download de TODA a saga de Sandman e outras histórias paralelas aqui.

Para ler você precisa do CDisplay.

A disponibilização para download das HQs tem como fim maior a preservação e a fomentação dos quadrinhos entre os leitores brasileiros. Gostou da revista? COMPRA!

Eu gostei e quando pude($$)comprei! Contribuam para que mais obras dessas cheguem às nossas mãos e valorizem os artistas que as criaram.

Preacher - o (ex)pastor que quer matar deus.

Sexta-feira, Maio 16th, 2008

Eu não posso dizer que não simpatizo com a idéia.

O pastor é chamado de Reverendo Cluster, e junto com Cassidy - um vampiro gente boa - e Tulipa, ex-namorada de Cluster, eles partem numa jornada para tirar satisfações com Deus. É, isso mesmo.

Cluster teve seu corpo invadido e sua alma se tornou uma só com um ser chamado Genesis - filho de um anjo com um demônio, algo que não deveria existir. A partir desse momento ele ganha a voz de Deus: tudo que ele ordena é feito sem pestanejar pelas pessoas.

Ele resolve então procurar por Deus e perguntar como é que ele foi deixar o mundo ficar do jeito que está. Uma tarefa nobre, na minha opinião.

A história tem um ritmo muito bom, não fica chata e nos deixa sempre ansiosos pelo próximo número. Ela é cômica e irônica, e os palavrões não foram poupados por Garth Ennis, o autor. E graças as deusas nórdicas do sexo (eu adoro essas deusas) a tradução brasileira também não os poupou nem substituiu os mesmos por “maldição!”, $%%$@$! ou “cobras,lagartos!”.

Fala sério, coisa mais chata é você ver um filme legendado, escutar um “GO TO HELL MOTHERFUCK SHIT PUSSY FUCKING STUPID!”, e a legenda é for “vá se catar, seu maldito idiota!”.  Perde um pouco da poesia, né?

Preacher ainda tem outros personagens muito legais e interessantes, como o Cara-de-CU e o Santo dos Assassinos - inclusive, eu já fiz um post sobre o Santo dos Assassinos aqui.

Você pode fazer o download da revista clicando na imagem ou aqui. Para ler a história você precisa do CDisplay.

ps.: Agradeço ao Sedentário e Hiperativo, que foi onde fiz o download das HQs, quando eu ainda o achava um blog legal e interessante.

ps2.: Disponibilizei para download as primeiras 40 edições, além de algumas especiais. Logo coloco as restantes!

Watchmen

Terça-feira, Fevereiro 19th, 2008

Who watchs the watchmen? 

Traduzindo, quem vigia os vigilantes?

 watchmen.jpg

Essa é a pergunta feita em Watchmen, de Alan Moore.

É um marco na história dos quadrinhos.

Rorschach é um herói renegado, que deveria ter abandonado a carreira de super-herói anos atrás. É metódico, inteligente, e violento. Ele é o protagonista de boa parte da história.

Mas o interessante dessa história são os conflitos dos personagens, que mesmo super-humanos, ainda são pessoas, certo? Acho que o verdadeiro protagonista dessa HQ é a natureza humana e suas batalhas.

Para fazer o download da HQ clique aqui. Para ler você precisa do CDisplay.

Amor é para os fracos.

Terça-feira, Dezembro 11th, 2007

Desde que eu me lembro, eu torcia para os vilões. Dos filmes, claro.

Todo mundo sabe que eles são muito mais interessantes, mas além disso havia algo mais.

Talvez fosse os seus objetivos, que sempre eram mais concretos que dos mocinhos: destruir o mundo X defender a justiça. Era muito mais fácil de compreender o que ele realmente queria, e nele ninguém mandava. Mas o mocinho…geralmente estava sempre manipulado por alguém e só descobria no final, e sempre se preocupando com coisas bestas, e pqp, porque sempre tinha que ter alguma mulher pra ele beijar no final?Aff.

Só que o que realmente me irritava era a forma como depois de passar 2 horas vendo o vilão maquinar tudo perfeitamente, agir de forma meticulosa para atingir seus objetivos, por alguma razão nada compreensível, ele se tornava um completo estúpido no fim e fazia tudo errado e entregava o jogo para o mocinho. Putz, ninguém merece.

Tudo bem, fazer o quê. Mas pelo menos eles tinham um belo motivo, o ódio. Fosse ódio pela humanidade, pela ex que deu um fora, pelo mocinho que sempre se dava bem ou mesmo de si mesmo. Era o ódio que os levava, excetuando o último momento, a sair do seu lugar comum e fazer planos extraordinários e executá-los de forma maestral.

Mas claro que eu, como o ser humano sensato que sou(UIAHIEUHEHEIHIEEHU!!!!) não concordava de verdade verdadeira  com a morte de pessoas, assaltos e etc. coordenados por esses vilões. Eu só gostava da forma como eles agiam quando o ódio os tomava. De forma muito mais interessante do que as ações abobadas motivadas pelo “amor”, compaixão e outros sentimentos cuti cuti dos mocinhos.

Tudo isso pra dizer que eu adoro a história Santo dos Assassinos de Garth Ennis.

santo-dos-assassinos.jpg

O Santo dos Assassinos é um personagem secundário da série Preacher, do mesmo autor.

Ele é, em suma, o anjo da morte. Na verdade, ele substituiu esse mesmo anjo no seu trabalho, recolher os mortos, já que o celestial estava entediado depois de tantos milênios fazendo a mesma coisa.

O nosso santo pistoleiro era um assassino também quando era vivo. Mas ele encontrou o amor(eca!), e construiu uma família isolado nas montanhas. Coisas não planejadas acontecem e ele acaba substituindo o anjo da morte. É muito uma bela história de um dos personagens mais intrigantes de Preacher, e eu realmente recomendo.

Você pode fazer o download da HQ clicando na imagem acima. Para ler você precisa do CDisplay.

(A Paz que eu não quero)

Domingo, Outubro 28th, 2007

Diminuiu um pouco agora meus trabalhos, então creio que terei mais tempo para escrever aqui. Peço desculpas a todos que vieram aqui, e encontraram esse canto desatualizado - mas creio que mesmo assim ainda tinha muito pano pra manga.

Nessa semana que passou o colunista do jornal Correio do Povo, Juremir Machado, escreveu que ele estava ali pra confundir. Que não era adpeto a extremismos, não era militante de esquerda nem da direita. Que defendia os vegetarianos com o mesmo fervor em que degustava uma picanha de churrasco.

Me fez refletir, mais uma vez, sobre as minhas razões: quanto mais o tempo passa, mais eu duvido. Acho que é isso que me dá impulso, a dúvida. Acredito, ou pelo menos gosto de pensar, que o que me move é o questionamento. Eu duvido de tudo, e todos. Nem sempre é o melhor a fazer, mas é assim que funciona comigo. 

Duvidar implica tentar ver as coisas de um jeito diferente, e eu gosto quando algo que está sacramentado é posto em xeque. Eu gosto quando um novo olhar é dado a histórias e estórias que tanto nos são contadas, e da mesma forma, que muitas vezes parecem ser do jeito que são naturalmente, que são dessa ou daquela forma, porque devem ser.

A vida não é assim.

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Por isso eu gosto da visão que Straczynski tem do mito do Super-Homem - e de todo sistema que gira em torno dele - em Poder Supremo.

Nos foi dito que o Super-Homem é o último sobrevivente de um planeta extinto, e que foi achado por um casal de fazendeiros que o criou com muito amor, carinho, compaixão, e todo o resto dos tradicionais valores norte-americanos.

As melhores coisas são feitas quando alguém pergunta: e se…?

E se o governo norte-americano tivesse tirado da mão desse casal a criança alienígena e a criado para se tornar a sua suprema arma de destruição via lavagem cerebral?

Mas, e se essa criança não fosse o último kryptoniano? E se não fosse um fugitivo da destruição iminente, e sim um agente de dominação?

E se…?

Quem tiver curiosidade, pode fazer o download no fórum do Rapadura Azucarada clicando na imagem. Tem que se registrar, mas vale a pena, porque lá você encontra o que imaginar em histórias em quadrinhos. Ultimamente tem sido minha fonte, recomendo mesmo.

Para ler os quadrinhos você precisa do CDisplay.

ps.: falando em olhar, recomendo o livro da jornalista gaúcha de Ijuí, Eliane Brum: A Vida que Ninguém Vê.Não é porque ela nasceu em Ijuí, cidade que nasci e ainda resido, mas o livro é muito bom mesmo. Pude conferir um bate-papo com ela aqui na UNIJUI e foi muito produtivo. Me pareceu uma pessoa inquieta, incomodada. Eu gosto disso.

Quadrinhos: Sin City

Quarta-feira, Outubro 10th, 2007

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No quadrinho: Sem razão nenhuma para fazer isso quieto. Sem razão para fazer isso de qualquer jeito que não seja o meu jeito.

A revolta foi apaziguada. Voltamos a programação (a)normal do blog.

Faz algum tempo que eu queria postar mais uma história em quadrinhos, e decide postar a primordial, a fundamental, aquela que me trouxe para esse viciante e incrível e colorido e lindo, OK PAREI!, mundo dos quadrinhos.

Não faz muito que eu comecei a ler quadrinhos, foi depois de ter visto o filme Sin City.

Me apaixonei. Eu sempre tive muita vontade de ler HQ’s: x-men e similares, mas achava que daria muito trabalho ir procurar na web e as revistas eram/são muito caras. Eu nem sabia da existência de coisas como Sin City, Sandman, Watchmen, V de Vingança e tantos outros.

Pra mim, Sin City de Frank Miller além de um marco na história do cinema foi um marco na história dos quadrinhos. Por quê? Eu aposto que muita gente agiu como eu e foi conhecer mais de quadrinhos após os filmes.

O pior de qualquer cidade está em Sin City. Não existem mocinhos, apenas pontos de vista. Quem é mais lobo-mau sobrevive, simples assim.

No mais, personagens como o Marv são impagáveis:

“Não tem como ficar calmo!Vai ser sangue por sangue!Os velhos tempos voltaram!Os tempos ruins!Os dias do tudo ou nada!Não tem saída e eu tô pronto pra Guerra!”

Clique na imagem ou aqui para fazer o download.

Para ler você precisa do CDisplay.

ps.: O Marv está na Cidade do Pecado.

Quadrinhos: V de Vingança

Sexta-feira, Setembro 28th, 2007

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V de Vingança é FODA!

Escrito por Alan Moore na já longe década de 1980, V de Vingança trata de um tema delicado de forma maestral.

A estória se passa na década de 1990, após uma guerra nuclear a nível global: a África e boa parte da Europa sumiram do mapa - do resto, não lembro de ter lido nada.

Após essa guerra várias facções lutam pelo poder numa Inglaterra caótica e devastada, e uma delas com características nazistas e absurdamentes anacrônicas toma o poder.

Negros, homossexuais, socialistas, comunistas, judeus, árabes, latinos - não importa, todos foram brutalmente assassinados durante a tomada do poder ou em campos de concentração. A referência à máquina de crueldade que Hitler pôs em funcionamento no começo do séc. XX é clara.

Um homem, um ditador controla tudo. Sua relação com o monstro que colocou em ação é de um amor doentio assustador; ele ama de forma esquizofrênica um poder absoluto. Chamam esse homem de o Grande Líder, que controla ainda o Destino, o Dedo, o Nariz, o Ouvido e os Olhos.

Também é facilmente reconhecida a referência ao Big Brother. As pessoas estão sendo constantemente vigiadas: suas vidas é o espetáculo no qual o Grande Líder decide tudo.

É nesse cenário que V, de Vingança, entra. Junto com Evey, uma garota de 16 anos que ele salva do estupro e da morte ele põe em prática todos delírios anarquistas: liberdade e verdade é o que ele quer, e ele fará o que for preciso para conseguir alcançar seus objetivos.

 Eu recomendo ler a história em quadrinhos que é muito mais densa e interessante que o filme, que ao invés de ter a política como foco norteador da estória, coloca o relacionamento de V com Evey no centro. Eu não gostei do filme por causa disso, mas enfim…se tiver trazido mais pessoas a leitura dos quadrinhos pra mim está bom.

É legal lembrar que na época que os quadrinhos foram escritos Margaret Tatcher estava entrando no seu terceiro mandato na Inglaterra e profetizava o resto do século como dos conservadores. De dar medo.

Faça o download clicando na imagem ou aqui.

Para ler você precisa do CDisplay.

ps.: vocês vão ver no arquivo para download da HQ o endereço do Sedentário: foi lá que eu achei os meus primeiros quadrinhos, por isso deixei o endereço como uma humilde homenagem.

e a morte…

Domingo, Setembro 23rd, 2007

A morte é algo fascinante.

Eu estou volta e meia pensando nela, e na maneira como as pessoas a encaram.

Tem gente que morre de medo, que não dá bola, que a ama, que a cultua e que a transcende. Eu, particularmente, simpatizo.

Você pode vê-la como um caveira ceifando almas e sentindo prazer ao ver nossa desgraça. Eu prefiro uma versão mais, hum, querida, quase aconchegante.

A Morte me parece muito mais um(a) amigo(a) que entende profundamene a alma humana, que sabe das nossas angústias e que ao contrário de nos levar para o frio mundo das trevas, nos faz um carinho e diz uma palavra bonita no final de tudo.

Ela não é humana, claro, mas nos compreende. Como a Morte de Neil Gaiman.

Ou como a narradora de a menina que roubava livros, do australiano Markus Zusak.

Eu me apaixonei por todos os personagens do livro. A Morte conta a estória de Liesel Meminger que perde seu irmão durante a guerra, e como se compensasse a perda dele, se torna uma roubadora de livros. Seu padrasto, Hans Hubermann é um personagem maravilhos, amável como só ele. Sua madrasta, Rosa Hubermann, bem, ela ama Liesel do seu jeito…

Ao ler o livro também conhecemos Max Vanderburg, um judeu fugindo dos nazistas e Rudy Steiner, melhor amigo de Liesel(por quem ele é apaixonado!).

Pra quem interessa, o livro é best-seller e está na lista dos mais vendidos há um tempão.

Pra quem acha que best-seller é sempre ruim e feito para as massas acostumados com Paulo Coelho, desconsidere e dê uma chance ao livro. É realmente muito bom, a maneira como a Morte é irônica e trata a narrativa com uma pitada de humor alivia o clima de perseguição da segunda guerra. A força que as palavras dão a Liesel é, no mínimo, uma bela lição.

HQ: Morte

Domingo, Agosto 5th, 2007

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créditos pela imagem: Sonhar.net

“É apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando… é isso que faz o resto valer. (Morte dos Perpétuos)”

Ela é a irmã mais velha de Sonho dos Perpétuos, e era para ser uma coadjuvante nas histórias de Sandman. Com um humor muitas vezes irônico, um visual pra lá de diferente do “carrasco com uma manta e uma foice ceifando vidas sem piedade” e aquelas constatações óbvias - mas só depois que ela nos diz que parecem óbvias - Morte se tornou um dos personagens mais amados de Sandman.

Nossa amiga Morte - ela estava lá quando nascemos e estará lá quando morrermos, pra mim isso é uma grande amizade! - é uma garota simpática, amável e carinhosa, mesmo tendo uma tarefa vista como ingrata pela maioria das pessoas. Ela mostra que a Morte não é tão ruim assim, mas isso não significa que precisemos nos apressar para encontrá-la.

Ela se tornou tão querida entre os leitores que ganhou seus próprios livros:

Morte, O Preço da Vida descreve o encontro entre a perpétua e o adolescente Sexton Furnival. Quando encontra a Morte, Sexton está pensando em se suicidar, mas abandona temporariamente a idéia quando começa a acompanhá-la. A Morte não aparenta ser muito mais velha do que ele e ele a vê como uma garota de idéias extravagantes (em boa parte por não tentar esconder em nenhum momento que é a Morte). A trama se define com o aparecimento de Mad Hettie, uma mendiga que já está viva há mais de dois séculos e que pede à Morte que encontre seu coração perdido. E também há o Eremita, que quer aprisionar a Morte para que a vida seja eterna. (Essa idéia já estava presente na revista Sandman nº1, quando uma tentativa de capturar a Morte leva à prisão de Sonho em seu lugar). A mini-série retrata um período de vinte e quatro horas, especificamente o dia a cada cem anos que a Morte deve passar como mortal.

Morte, O Grande Momento da Vida conta a história da cantora lésbica Foxglove e de sua namorada Hazel. No passado Hazel fizera um trato com a Morte para evitar que seu filho Alvie morresse. A história começa a ser contada a partir do momento que a Morte volta para cobrar a dívida. Foxglove parte a procura de Hazel que está na companhia da Morte, angustiada pela morte recente de seu agente (e figura paterna) e pela necessidade de contar a namorada que não a ama mais.” Fonte aqui.

Eu, particularmente, sou fã de Morte, O Preço da Vida. Mostrar a um adolescente entediado que viver vale a pena não é tarefa pra qualquer um.

Está escrito que quando a última luz do Universo for apagada, ela estará lá para fechar a porta. Então não corra, ela vai estar te esperando.

Clique aqui ou na imagem para fazer o download.

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