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Sandman - a melhor história em quadrinhos de todos os tempos?

Quinta-feira, Julho 3rd, 2008

Eu sou um fã de histórias em quadrinhos. Gosto muito, muito mesmo.

E devo em parte significativa meu acesso a esse tipo de literatura ao Sedentário&Hiperativo que durante muito tempo foi de longe meu blog favorito. Favorito porque ele simplesmente disponibilizava e ainda disponibiliza para download o que eu considero ser as melhores histórias em quadrinhos já escritas, e ouso dizer, obras literárias das melhores de todos os tempos.

Sandman, Watchmen, Preacher, Y - The Last Man, V de Vingança, Transmetropolitan, Monstro do Pântano(isso foi pra mim uma surpresa, ainda escreverei a respeito aqui). São simplesmente maravilhosas.

Eu ainda gosto muito de The Walking Dead, Hellblazer, Sin City, A Torre Negra, 300(do filme, sabe?), e mais uma lista enorme, que eu só conheci graças aos scans na WEB - ou melhor dizendo, no fórum do FARRA.

Mas, é claro, eu tenho uma favorita mesmo entre essas.

Para muita gente - que provavelmente entende muito mais de quadrinhos do que eu - Watchmen é a melhor HQ de todos os tempos.Talvez seja mesmo, é fabulosa.

Sandman, entretanto, foi o que me deu vontade de ler quadrinhos e de conhecer mais e mais desse mundo. Eu comecei com Sin City, mas o que era apenas curiosidade se tornou uma gana por mais e mais leituras com Sandman.

O que é Sandman, afinal?

É uma história criada por Neil Gaiman, premiada diversas vezes em diversos países e é única HQ que ganhou o World Fantasy Award - em 1991 - pelo volume Terra dos Sonhos. A revolta entre os escritores medíocres foi tanta que após esse evento mudaram as regras do prêmio para que nenhuma HQ pudesse mais concorrer. Tsc.

Sandman é uma história densa, com personagens complexos e interessantes e ilustrações simplesmente MARA.

E não apenas os principais personagens são atraentes; Gaiman cuidou de fazer cada personagem, dos mais importantes aos secundários, com uma história de vida, com motivações e desejos únicos.

Isso sem contar na criação de um universo de fantasia que é simplesmente absurdo. No bom sentido, claro.

Eu imagino que tipo de sonhos ele tem.

Sandman é a história de uma das faces do irmão mais novo de Morte. Ele é um perpétuo também - e eu diria que é o mais “humano” deles. Ele ama desesperadamente e comete loucuras, infantilidades, e é egoísta e narcisista como todo amante.

Mas ele também tenta ser o mais justo possível. E quando percebe que errou, faz o possível para que possa corrigir esses erros, não importe os custos de suas atitudes.

Ele é impulsivo, e poderoso, e o seu reino é o mais fascinante de todos: o Sonho.

Sandman é também chamado de Sonho ou de Morpheus.

Sandman é quem tem o controle do reino dos poetas, dos idealistas e claro, dos sonhadores.

Eu adoro, e pra mim, é a melhor história em quadrinhos de todos os tempos.

Por isso mesmo, em agradecimento à todo prazer que tive lendo scans, eu coloco na WEB mais um lugar para download das mesmas. E mais uma vez, vocês poderão ver que baixei boa parte dessas edições no Sedentário, e sendo assim, não retirei as referências ao site como uma forma de homenagem.

Você pode fazer o download de TODA a saga de Sandman e outras histórias paralelas aqui.

Para ler você precisa do CDisplay.

A disponibilização para download das HQs tem como fim maior a preservação e a fomentação dos quadrinhos entre os leitores brasileiros. Gostou da revista? COMPRA!

Eu gostei e quando pude($$)comprei! Contribuam para que mais obras dessas cheguem às nossas mãos e valorizem os artistas que as criaram.

Que Filtro Solar que nada, vejam isso aqui!

Sexta-feira, Junho 6th, 2008

Esse discurso foi feito pelo professor Larry Wizniewsky, docente da UNIJUI. Com muito orgulho que digo que é um dos meus professores.

Caralho, dá uma vontade de mudar o mundo, um sorriso se abre quando a gente pensa e escuta o que ele fala. Bah, esse cara é foda meo.

A fala foi feita na formatura de janeiro de 2007 no Salão de Atos da Universidade.

 Vi no Blog da UNIJUI.

(A Paz que eu não quero)

Domingo, Outubro 28th, 2007

Diminuiu um pouco agora meus trabalhos, então creio que terei mais tempo para escrever aqui. Peço desculpas a todos que vieram aqui, e encontraram esse canto desatualizado - mas creio que mesmo assim ainda tinha muito pano pra manga.

Nessa semana que passou o colunista do jornal Correio do Povo, Juremir Machado, escreveu que ele estava ali pra confundir. Que não era adpeto a extremismos, não era militante de esquerda nem da direita. Que defendia os vegetarianos com o mesmo fervor em que degustava uma picanha de churrasco.

Me fez refletir, mais uma vez, sobre as minhas razões: quanto mais o tempo passa, mais eu duvido. Acho que é isso que me dá impulso, a dúvida. Acredito, ou pelo menos gosto de pensar, que o que me move é o questionamento. Eu duvido de tudo, e todos. Nem sempre é o melhor a fazer, mas é assim que funciona comigo. 

Duvidar implica tentar ver as coisas de um jeito diferente, e eu gosto quando algo que está sacramentado é posto em xeque. Eu gosto quando um novo olhar é dado a histórias e estórias que tanto nos são contadas, e da mesma forma, que muitas vezes parecem ser do jeito que são naturalmente, que são dessa ou daquela forma, porque devem ser.

A vida não é assim.

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Por isso eu gosto da visão que Straczynski tem do mito do Super-Homem - e de todo sistema que gira em torno dele - em Poder Supremo.

Nos foi dito que o Super-Homem é o último sobrevivente de um planeta extinto, e que foi achado por um casal de fazendeiros que o criou com muito amor, carinho, compaixão, e todo o resto dos tradicionais valores norte-americanos.

As melhores coisas são feitas quando alguém pergunta: e se…?

E se o governo norte-americano tivesse tirado da mão desse casal a criança alienígena e a criado para se tornar a sua suprema arma de destruição via lavagem cerebral?

Mas, e se essa criança não fosse o último kryptoniano? E se não fosse um fugitivo da destruição iminente, e sim um agente de dominação?

E se…?

Quem tiver curiosidade, pode fazer o download no fórum do Rapadura Azucarada clicando na imagem. Tem que se registrar, mas vale a pena, porque lá você encontra o que imaginar em histórias em quadrinhos. Ultimamente tem sido minha fonte, recomendo mesmo.

Para ler os quadrinhos você precisa do CDisplay.

ps.: falando em olhar, recomendo o livro da jornalista gaúcha de Ijuí, Eliane Brum: A Vida que Ninguém Vê.Não é porque ela nasceu em Ijuí, cidade que nasci e ainda resido, mas o livro é muito bom mesmo. Pude conferir um bate-papo com ela aqui na UNIJUI e foi muito produtivo. Me pareceu uma pessoa inquieta, incomodada. Eu gosto disso.

Garagem 69

Terça-feira, Outubro 9th, 2007

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Tá, esse post tem como principal finalidade me fazer ganhar um cd da banda Garagem69, banda na qual o Vinicius é integrante.

Eu baixei a música Último Gole do site deles e achei a letra bem legal.

Gostei do começo, me pareceu uma mistura de Matanza com Tequila Baby.

Mas não gostei do refrão. Sempre que eu penso em refrões eu penso em alguém se esguelando, cantando com muita vontade pra todo mundo ouvir, e sei lá…a impressão que eu tive é de que o cara tava desanimado no refrão!

Mas enfim, dêem uma conferida clicando na imagem e tirem suas próprias opiniões!

Quadrinhos: V de Vingança

Sexta-feira, Setembro 28th, 2007

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V de Vingança é FODA!

Escrito por Alan Moore na já longe década de 1980, V de Vingança trata de um tema delicado de forma maestral.

A estória se passa na década de 1990, após uma guerra nuclear a nível global: a África e boa parte da Europa sumiram do mapa - do resto, não lembro de ter lido nada.

Após essa guerra várias facções lutam pelo poder numa Inglaterra caótica e devastada, e uma delas com características nazistas e absurdamentes anacrônicas toma o poder.

Negros, homossexuais, socialistas, comunistas, judeus, árabes, latinos - não importa, todos foram brutalmente assassinados durante a tomada do poder ou em campos de concentração. A referência à máquina de crueldade que Hitler pôs em funcionamento no começo do séc. XX é clara.

Um homem, um ditador controla tudo. Sua relação com o monstro que colocou em ação é de um amor doentio assustador; ele ama de forma esquizofrênica um poder absoluto. Chamam esse homem de o Grande Líder, que controla ainda o Destino, o Dedo, o Nariz, o Ouvido e os Olhos.

Também é facilmente reconhecida a referência ao Big Brother. As pessoas estão sendo constantemente vigiadas: suas vidas é o espetáculo no qual o Grande Líder decide tudo.

É nesse cenário que V, de Vingança, entra. Junto com Evey, uma garota de 16 anos que ele salva do estupro e da morte ele põe em prática todos delírios anarquistas: liberdade e verdade é o que ele quer, e ele fará o que for preciso para conseguir alcançar seus objetivos.

 Eu recomendo ler a história em quadrinhos que é muito mais densa e interessante que o filme, que ao invés de ter a política como foco norteador da estória, coloca o relacionamento de V com Evey no centro. Eu não gostei do filme por causa disso, mas enfim…se tiver trazido mais pessoas a leitura dos quadrinhos pra mim está bom.

É legal lembrar que na época que os quadrinhos foram escritos Margaret Tatcher estava entrando no seu terceiro mandato na Inglaterra e profetizava o resto do século como dos conservadores. De dar medo.

Faça o download clicando na imagem ou aqui.

Para ler você precisa do CDisplay.

ps.: vocês vão ver no arquivo para download da HQ o endereço do Sedentário: foi lá que eu achei os meus primeiros quadrinhos, por isso deixei o endereço como uma humilde homenagem.

e a morte…

Domingo, Setembro 23rd, 2007

A morte é algo fascinante.

Eu estou volta e meia pensando nela, e na maneira como as pessoas a encaram.

Tem gente que morre de medo, que não dá bola, que a ama, que a cultua e que a transcende. Eu, particularmente, simpatizo.

Você pode vê-la como um caveira ceifando almas e sentindo prazer ao ver nossa desgraça. Eu prefiro uma versão mais, hum, querida, quase aconchegante.

A Morte me parece muito mais um(a) amigo(a) que entende profundamene a alma humana, que sabe das nossas angústias e que ao contrário de nos levar para o frio mundo das trevas, nos faz um carinho e diz uma palavra bonita no final de tudo.

Ela não é humana, claro, mas nos compreende. Como a Morte de Neil Gaiman.

Ou como a narradora de a menina que roubava livros, do australiano Markus Zusak.

Eu me apaixonei por todos os personagens do livro. A Morte conta a estória de Liesel Meminger que perde seu irmão durante a guerra, e como se compensasse a perda dele, se torna uma roubadora de livros. Seu padrasto, Hans Hubermann é um personagem maravilhos, amável como só ele. Sua madrasta, Rosa Hubermann, bem, ela ama Liesel do seu jeito…

Ao ler o livro também conhecemos Max Vanderburg, um judeu fugindo dos nazistas e Rudy Steiner, melhor amigo de Liesel(por quem ele é apaixonado!).

Pra quem interessa, o livro é best-seller e está na lista dos mais vendidos há um tempão.

Pra quem acha que best-seller é sempre ruim e feito para as massas acostumados com Paulo Coelho, desconsidere e dê uma chance ao livro. É realmente muito bom, a maneira como a Morte é irônica e trata a narrativa com uma pitada de humor alivia o clima de perseguição da segunda guerra. A força que as palavras dão a Liesel é, no mínimo, uma bela lição.

meme: 5 Músicas para Viajar

Segunda-feira, Setembro 10th, 2007

Eu até já fui convidado para participar de um meme antes pelo Vinicius, do Morando Sozinho. Era sobre as 5 maiores invenções. Eu pensei que a primeira seria o café expresso, mas não consegui pensar em mais nenhuma que chegasse aos pés dela.

Bem, eu me senti convidado pelo Inagaki, do Pensar Enloquece, Pense Nisso., e resolvi participar do meme sobre músicas para viagens.

Assim como ele, ao falar sobre viagens eu lembro que viajo mais na maionese do que fisicamente mesmo.

Viajar pra mim é estar de madrugada em casa, abrir o Windows Media Player, colocar umas músicas carregadas de sentimentos, que me lembram momentos e pessoas marcantes da minha vida e aí ficar olhando aquelas imagens oferecidas pelo Media. Eu fico babando, literalmente.

Bem, a ordem não é de importância, é só porque tem que dizer uma antes da outra, né?

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=DR91Rj1ZN1M]

Mad World - R.E.M. -> Melancólica, depressiva, depecionada. É assim que eu sinto essa música. Coloca no player e deixa na visualização, é tocante. Tão “Brasil” essa música que chego a me sentir meio mal. O que é o objetivo dela, quando quero me torturar.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=D83fH6BWVGA]

Last Kiss - Pearl Jam -> Pearl Jam me foi apresentado por uma garota maravilhosa, que foi durante anos minha melhor amiga. Começou no ICQ a amizade, e o blog dela(que não existe mais) foi o primeiro que eu li. Hoje não nos falamos mais, ocorreram coisas chatas entre a gente, mas ela é uma pessoa que eu estimo demais e vai fazer sempre parte da minha vida. Essa música é linda, simplesmente linda. Fico com tanta vontade de amar quando a escuto que chega doer o peito.

[youtube=http://wwwyoutube.com/watch?v=ddaHgzs3ljU]

I Feel You - Depeche Mode -> Veja só, Depeche Mode foi uma banda de vanguarda. Maravilhosos, e depressivos como só eles. Você vai encontrar muitas e muitas regravações de suas músicas por outras bandas. Lacuna Coil e Placebo são apenas duas que me vêm a mente agora. Essa música pra mim é perfeita pra chegar em casa de madrugada, sentar na frente do PC e pensar na noite que se passou.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tgSWRicWIy4]

Hurt - Nine Inch Nails -> Quando eu postava com frequência em um flog eu escrevi que de todos os meus relacionamentos com garotas o que ficou pra mim, e que eu considerava o maior presente delas à minha pessoa, era a música. A Jamile me deu Pearl Jam, a Adri Legião Urbana, a Marília Black Label Society,  e uma garota muito especial, tão madura mas tão nova(eu conheci ela com 13 anos!), me fez amar Nine Inch Nails.  NIN é de longe a banda mais depressiva que eu conheço. Pelo que lembro, Trent Reznor, cantor e compositor da banda, é o único que está na banda desde o começo(provavelmente porque é o único que continua na fossa após mais de uma década). Mas o cara escreve uma música que começa com “I hurt myself today, to see if I still feel…”. Escutar isso é tragicamente maravilhoso.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=40PySmErNq0]

In This River - Black Label Society -> Zakk Wylde é um viking barbudo e que quebra as latas de cerveja na cabeça para tomar o líquido que escorre no seu rosto. Essa música, diz Zakk, nunca sairá do set list dos shows do Black Label Society em homenagem a DimeBag Darrell, guitarrista do Pantera assassinado em 2004. É uma lembrança de todas amizades que eu não tenho mais.

Bem, tirando Legião Urbana, que eu não gosto de escutar sozinho de madrugada, todas outras moças que eu falei que me influenciaram na escolha das minhas bandas preferidas foram citadas indiretamente na lista.

Uma lista com músicas tristes, mas que fazem parte de uma seleção perfeita para madrugadas solitárias na frente do PC.

Filme: Transamérica

Sábado, Setembro 8th, 2007

transamerica1.jpg 

Há uma ou duas semanas atrás eu assisti o filme Transamérica.

É um drama que conta a estória de um transsexual garçonete e operador de telemarketing que quando finalmente consegue autorização para cirurgia de mudança de sexo descobre que tem um filho fruto de uma relação na faculdade.

O garoto perdeu a mãe e está preso num reformatório em Nova York por prostituição.

El@ não conta que é seu pai ao libertá-lo tenta fingir que não é problema seu e faz o possível para voltar para sua cidade a tempo de fazer a cirurgia.

Mas alguns problemas aparecem e ela vai fazer uma longa viagem com seu filho, e a medida que o tempo passo a relação fica mais profunda, e mais complexa.

O filme não é leviano nem simplista. Não oferece muitas respostas, mas é uma boa lembrança de que o mundo não é heterossexual. 

Felicity Huffman é a atriz que interpreta a transsexual Bree, e recebeu o Globo de Ouro e foi nomeada ao Oscar de melhor atriz em 2006.

Serj Tankian - The Unthinking Majority

Quinta-feira, Agosto 30th, 2007

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=WQeRG72E3OM]
Clipe muito legal de Serj Tankian, vocalista da banda System of a Down.

“…burning their way for oil…”

O Homem Duplo(A Scanner Darkly)

Segunda-feira, Agosto 20th, 2007

homem_duplo_04.jpg

Sinopse: Num futuro próximo, a guerra do governo norte-americano contra as drogas se juntou à guerra ao terror. Numa sociedade cada vez mais policiada, foi desenvolvido um novo sistema de disfarce, sob o qual trabalha o policial Bob Arctor. Enquanto investiga seus amigos mais próximos, ele acaba recebendo ordens para investigar sua própria vida e embarca num estranho pesadelo, no qual identidades e lealdade não parecem mais ter um sentido claro. Baseado em um conto de Philip K. Dick, o filme utiliza a mesma técnica de animação sobre cenas filmadas (rotoscopia digital) que o diretor Richard Linklater havia usado em Waking Life (2001).  Retirado do Cine Players.

Fazia um tempo que eu queria ver esse filme xD

Esse findi finaaalmente achei numa locadora aqui na cidade, e assisti na madrugada de domingo pra segunda.

Imagine o seguinte, você trabalha para uma empresa que basicamente controla a sociedade. Você é responsável por investigar pessoas que tenham envolvimento com uma rede de tráfico, e então é designado para investigar…a si próprio.

Quando em casa, você é Bob Arctor.

Quando assume o papel de investigador, assume junto o papel de Fred.

Ao fim, se torna Bruce.

O problema é que ao assumir o papel de Fred você olha para Bob Arctor e não se reconhece nele.

Você não tem mais UMA identidade. Talvez você nem tenha mais identidade. Está apenas assumindo papéis para os quais é designado.

Outro personagem muito bom do filme é Barris, uma espécia de gênio conspirador movido à drogas.

Bem, todos são movidos à drogas. No fim, quem não é viciado?

O filme é uma adaptação livro de Philip K. Dick, ”A Scanner Darkly”, que versa sobre a época Nixon nos EUA.

Sem contar que vale a pena só pra ver a técnica usada na animação que é muito legal e cria um sensação de paranóia e de falta de identidade maior ainda.

RECOMENDO!

Aqui entrevisa com Philip sobre o livro.(em inglês)