(A Paz que eu não quero)

Diminuiu um pouco agora meus trabalhos, então creio que terei mais tempo para escrever aqui. Peço desculpas a todos que vieram aqui, e encontraram esse canto desatualizado - mas creio que mesmo assim ainda tinha muito pano pra manga.

Nessa semana que passou o colunista do jornal Correio do Povo, Juremir Machado, escreveu que ele estava ali pra confundir. Que não era adpeto a extremismos, não era militante de esquerda nem da direita. Que defendia os vegetarianos com o mesmo fervor em que degustava uma picanha de churrasco.

Me fez refletir, mais uma vez, sobre as minhas razões: quanto mais o tempo passa, mais eu duvido. Acho que é isso que me dá impulso, a dúvida. Acredito, ou pelo menos gosto de pensar, que o que me move é o questionamento. Eu duvido de tudo, e todos. Nem sempre é o melhor a fazer, mas é assim que funciona comigo. 

Duvidar implica tentar ver as coisas de um jeito diferente, e eu gosto quando algo que está sacramentado é posto em xeque. Eu gosto quando um novo olhar é dado a histórias e estórias que tanto nos são contadas, e da mesma forma, que muitas vezes parecem ser do jeito que são naturalmente, que são dessa ou daquela forma, porque devem ser.

A vida não é assim.

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Por isso eu gosto da visão que Straczynski tem do mito do Super-Homem - e de todo sistema que gira em torno dele - em Poder Supremo.

Nos foi dito que o Super-Homem é o último sobrevivente de um planeta extinto, e que foi achado por um casal de fazendeiros que o criou com muito amor, carinho, compaixão, e todo o resto dos tradicionais valores norte-americanos.

As melhores coisas são feitas quando alguém pergunta: e se…?

E se o governo norte-americano tivesse tirado da mão desse casal a criança alienígena e a criado para se tornar a sua suprema arma de destruição via lavagem cerebral?

Mas, e se essa criança não fosse o último kryptoniano? E se não fosse um fugitivo da destruição iminente, e sim um agente de dominação?

E se…?

Quem tiver curiosidade, pode fazer o download no fórum do Rapadura Azucarada clicando na imagem. Tem que se registrar, mas vale a pena, porque lá você encontra o que imaginar em histórias em quadrinhos. Ultimamente tem sido minha fonte, recomendo mesmo.

Para ler os quadrinhos você precisa do CDisplay.

ps.: falando em olhar, recomendo o livro da jornalista gaúcha de Ijuí, Eliane Brum: A Vida que Ninguém Vê.Não é porque ela nasceu em Ijuí, cidade que nasci e ainda resido, mas o livro é muito bom mesmo. Pude conferir um bate-papo com ela aqui na UNIJUI e foi muito produtivo. Me pareceu uma pessoa inquieta, incomodada. Eu gosto disso.

7 Responses to “(A Paz que eu não quero)”

  1. Ciça Says:

    Vivo nesse ‘e se…’, mas normalmente ele não me ajuda muito não.

    Beejios. :*

    Bem, aí depende como agimos né…tem que perguntar o “e se…” e aí tomar uma ação, ficar apenas na especulação não adianta! não achas? - Guto

  2. adaobraga Says:

    Eu lembro de uma série de revistas que trabalhava com hipoteses. Era o Vigia quem narrava… numa dessas foi:

    - O que aconteceria de Wolverine matasse o Incrivel Hulk?

    Entre outras. Algumas hipoteses e alguns se´s são interessantes mesmo!!!

    Bem, essas hipóteses de Wolverine vs Hulk, Batman vs Superman e cia são sempre divertidas, mas não dá pra levar muuuuiiito a sério…é legal para os fãs lerem, eu vejo assim, ao menos. Na verdade, o que eu gosto em Poder Supremo é a desmistificação do Homem de Aço, o clima de conspiração que deixa sempre uma atmosfera tensa e o comportamento muitas vezes boçal do Super-homem. É um quadro engraçado quando ele lança a idéia de ter uma identidade secreta como jornalista, e pega um óculos pra fingir… - Guto

  3. Sieger Says:

    UHm… interessate esse ponto de vista do Superman! mas, nada mais americano (e gay) que o Capitão América!
    Vou dar uma olhada lá… tem mangá?

    Bah, não sei não…o Super com aquela cueca por cima de uma colant…e não dá pra esquecer do Batman e Robin hein…
    Tem mangá lá sim! - Guto

  4. Sieger Says:

    vou dar uma conferida nos mangás! Abração

  5. Adao Braga Says:

    Guto…

    Disfarçar-se em fraco e semelhante a todos é mesmo de desconfiar não? Os demais disfaça para ser diferente, ele disfaça para ser igual. Contrario não é?´

    Bah, não sei se entendi direito teu comentário…hehehe - Guto

  6. JotaPê Says:

    E aí Augusto
    Sim velho. A duvida pode motivar. Mas nem todo mundo é assim, tu sabe, as pessoas são acomodadas, e escolhem o caminho mais fácil sempre. E vai saber até onde a duvida nos vai ser útil, vai saber. haha
    Tua visão é interessante, nunca tinha chegado perto de pensar sobre isso.

  7. Du Says:

    nem pensemos que foram os “e se” da vida que nos trouxeram até aqui!

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