Archive for setembro, 2009

Mas que tal o moleque…

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Vi no blog do Altino Machado.

Buenas, pode ter sido decorado, mas ainda assim, é uma bela prova de coragem e de dignidade.

Me pergunto se essa classe média que está I-N-D-I-G-N-A-D-A pela afronta de um “paísinho de merda” como Honduras ao Brasil tem noção de que essas pessoas estão realmente lutando…

Eu não sou feliz. Nem você.

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Felicidade só existe com o pronome no plural.

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

terça-feira, setembro 29th, 2009

Eu já havia lido a resenha e os comentários estúpidos do dono do boteco São Bento nesse post do Resenha em Seis.

Entretanto, lendo hoje o Contraditorium descubro que o dono dar resolveu processar o blog!

O cara trata mal seus clientes, é criticado por um blog que já tem alguma história em avaliações de bares. Ele vai no blog e faz comentários absurdos. Não satisfeito, vendo a repercussão negativa que o caso tomou para ele, processa o blog.

Pelo que entendi através dessa reportagem da Época, os donos do boteco estão processando o blog porque supostamente não existiria nenhum Jonas administrando o bar, sendo assim o comentário seria falso. A questão é que a defesa é tão ferrenha, e não só dessa pessoa que se identifica como Jonas, que é difícil acreditar que mesmo que não exista algum Jonas a defesa não tenha saído de alguém que trabalha no bar. Isso é fácil de resolver: ao invés de processar o blog e pedir a CENSURA do post e dos comentários, é só emitir ordem judicial para descobrir de onde saiu aquele comentário. E aí se tiver saído da casa de algum dos donos ou do boteco mesmo, merda feita duas vezes.

Sendo assim, tomo parte na campanha iniciada pelo Cardoso e reproduzo abaixo o post do Resenha em Seis:

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saobento

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.

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Que a advogada do bar tenha muito serviço procurando blogs para processar então!

O Tigre e o Dragão: versão brasileira.

segunda-feira, setembro 28th, 2009

Eu achei o máximo!

Já tem um tempo que foi lançado o trailler, mas eu só fui ver isso agora.  O filme também conta com um blog com diversas informações sobre a produção, além de materiais muito bem feitos. O filme conta a história de Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, um capoerista bahiano que virou uma lenda entre os praticantes dessa luta/dança/arte.

No Jovem Nerd consta que o coreógrafo das lutas é Hiuen Chiu, o mesmo do filme O Tigre e o Dragão. A trilha sonora do filme conta com gente do calibre de Gilberto Gil, que gravou a canção tema do filme, além da banda Nação Zumbi, Rica Amabis e Naná Vasconcelos.

O diretor é João Daniel Tikhomiroff, publicitário carioca que já ganhou diversas prêmios na área de cinema. A veia comercial do filme tem nome, então.

O que é bom, diga-se de passagem. Grande bobagem esse papinho pseudo-intelectual brasileiro de que filme bom é filme “chato”; uma produção dessas nos dá a chance de conhecer um personagem histórico que foi importante para a construção de nosso país.

É uma pena que conheçamos tão pouco de nossa gente, pois certamente há muitos outros heróis do povo que acabam nunca sendo conhecidos pela população, nos deixando com um estranho sentimento de que nossa história nunca foi decidida por nós, o povo mesmo. Um sentimento de que toda injustiça que nos foi feita nunca teve oposição, e sempre baixamos a cabeça mediocramente para os opressores. Não é verdade.

E gosto de ver que a história de um sujeito característico de nossa terra vai ser levada ao cinema com uma produção aparentemente muito boa e profissional, vai atrair a atenção das pessoas e não será mais um daqueles filmes chatos que as professoras de história e literatura passam pros alunos nas escolas.

Com estréia marcada para o dia 30 de outubro, o filme promete ser um blockbuster tupiniquim. Espero que chegue aos cinemas aqui de Porto Alegre; pagarei o ingresso com muita satisfação.

O punk mentiu pra você: nem todo mundo pode ter uma banda.

terça-feira, setembro 22nd, 2009

Aí tinha os Beatles, os Rolling Stones e mais uma cambada de bandas de rock and roll que faziam a criançada e os adolescentes sonhar com vidas de liberdade, diversão, sexo, drogas, música, mulheres, carros maneiros, entre outras coisas (não necessariamente todas essas opções). Eu sei, é claro que tivemos e temos muitas bandas que faziam ou fazem rock pela subversão, como uma afronta aos “establishment” ou por outros valores mais nobres – mas isso é outro papo, até porque os Beatles ou os Stones podem figurar nessa categoria.

De qualquer forma, veio o punk. O pessoal se tocou que nem precisava saber tanto assim de música para ter uma banda de rock e fazer sucesso. Nem precisava parecer muito com música, inclusive. Os Ramones que o digam.

Só que tem gente que leva esse papo muito a sério, e acaba fazendo coisas como esse vídeo abaixo:

Note que a zoação já foi incluída nessa pérola do “metal”. Quem já foi em festivais “underground” de rock pelo Brasil sabe que apesar das limitações, geralmente não é tão ruim assim.

No canal da banda há outras maravilhas musicais. Recomendo o vídeo chamado Holocausto e para a emoção da gurizada “batendo na cabeça” no que parece ser uma sala de aula.

Ao menos, me garantiu boas risadas nessa madrugada quente em Porto Alegre!

Dica do meu amigo Tobias.

Fiz uma loucura!

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Sim, não sei o que me deu exatamente, mas hoje eu fiz uma loucura. Ainda me questiono, passadas algumas horas do fato, mas surgem cada vez mais dúvidas se o que fiz foi certo ou errado.

De qualquer forma, vou adimitir: comprei uma Veja.

Sim, eu sei, eu sei…é a Veja! E eu a comprei. A revistinha mais nojenta que eu conheço, que se fosse por vontade de seus editores, fuzilava os sem-terra e plantava soja até no gramado do meu condomínio…mas eu tive que comprar. O impulso foi mais forte do que eu mesmo.

Aqui vai um retrato falado copiado do site da revista:

veja

E o pior de tudo: eu recomendo que vocês façam o mesmo. Especialmente se não concordarem com os pontos de vista e as abordagens da linha editorial da revista.

Da mesma forma, recomendo que quando vocês virdes um blog/site que contenha opiniões divergentes das suas guarde seus endereços, e os visite de vez em quando.

Mesmo que tu tenhas vontade de bater com a cabeça – a sua ou do autor das palavras que te irritaram – quando visitas algum deles. É complicado, eu sei, ficar acompanhando alguém ou algum site que você não gosta e pensa que o sujeito só escreve besteiras. A maioria dos blogs ou sites que estão nos meus favoritos estão ali porque eu concordo com a visão de mundo que essas pessoas têm e gosto de ler suas opiniões; entretanto, isso é bastante problemático.

Explicarei.

Uma crítica aos meios de comunicação de massa é que eles homogenizam as mensagens para atingir a maior quantidade possível de pessoas, o que geraria conformidade e pouca discussão crítica, já que as vozes divergentes são marginalizadas.

Então surge a maravilha chamada Internet. Só coisas boas teremos com essa tal de Internet, diziam alguns. A pornografia que o diga.

Então alguns teóricos, e o mais proeminente deles talvez seja Pierre Lévy, falam sobre os potenciais da Internet para criar uma ciberdemocracia, ampliando os espaços de discussão, criando ágoras virtuais que conectam especialistas e leigos do mundo todo num espaço de crítica racional e discussões produtivas.

Mas é claro, não funcionou nem funciona assim.

minhascomunidades

É inegável o potencial que a Internet tem para conectar as pessoas, para democratizar o acesso a cultura e informações variadas; além disso, a Internet nos deu o poder de distribuição que antes não tínhamos – podíamos até criar coisas, e o computador nos deu muito poder para isso, mas foi a Internet que nos possibilitou alcançar as pessoas e mostrar-lhes o que produzimos.

Mas isso é em potencial, isto é, pode se realizar, mas não irá acontecer necessariamente nem naturalmente.

É aí que chego na questão da revista Veja.

Apesar das possibilidades de discutirmos e conversarmos com as mais diferentes pessoas, dificilmente ou raramente discutimos com pessoas que possuem opiniões divergentes das nossas. Dá trabalho, desgasta e nos incomoda – mesmo que seja mais produtivo do que ler sempre os mesmos blogs ou indivíduos com quem concordamos.

Jenkins salienta isso no seu livro A Cultura da Convergência. Temos as possibilidades de conversarmos com os mais variados tipos de pessoas, mas também há a possibilidade de nos conectarmos apenas com aqueles que compartilham nossa visão de mundo em determinado assunto, o que limita a circulação de idéias e opiniões que quando colocadas num mesmo lugar poderiam gerar mais conhecimento e levar as pessoas a ter um pensamento mais crítico. Estreita nossa visão do mundo e acabamos sempre vendo apenas um lado das coisas.

É essa razão pela qual hoje eu comprei a Veja. Porque geralmente eu discordo do que eles escrevem, mas eu preciso ler mais vezes o que eles escrevem para me levar a questionar as minhas próprias decisões e opiniões, consequentemente me levando a embasá-las melhor ou se for o caso, mudá-las. Da mesma forma, tenho favoritado blogs e sites com os quais dificilmente compartilho crenças, mas é preciso ouvir e ler mais outras opiniões para termos realmente certeza que não concordamos com elas.

Nesse caminho, a gente vai se conhecendo, crescendo e aprendendo a ser mais tolerante com os outros. Aprender a viver com a diferença. Sempre achei que a democracia tinha um pouco disso.

Dose diária de poesia.

terça-feira, setembro 15th, 2009

Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura.

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Trecho de Liberdade por Fernando Pessoa.

Como fazer danoninho e/ou chambinho em casa!

terça-feira, setembro 15th, 2009

Há um tempo atrás fiz uma junção de amigos, onde fiz um churrasco pro pessoal. Aí, por eu já estar “dando” o almoço, um amigo chamado Lucas – futuro papai, ainda bem que já sabe essa sobremesa – se prontificou a fazer a sobremesa. *MEDO*

Mas que bela surpresa!

chambinho

As crianças, em especial, adoram. Mas duvido que algum adolescente, adulto ou idoso não goste e queira repetir um “chambinho” ou “danoninho” caseiro.

Siiiiiiiiiim! Caseiro, e fica igualzinho, se não melhor!

E é bem simples. Você precisa:

4 caixinhas de creme de leite

1 caixinha de leite condensado

1 potinho de iogurte natural

1 Tang sabor morango (eu nunca testei com outras marcas, então não garanto nada se você não usar Tang)

Aí você coloca tudo dentro do liquidificador – de preferência deixando o tang por último – e bata. Coloca na geladeira e sirva =)

Rápido, simples e barato. E dá uma bela quantidade suficiente pra vááárias pessoas!

Se alguém tiver alguma outra receita fácil assim, aceito as dicas! Daí eu testo e posto aqui, que tal?

Post inspirado na MissMoura que ontem disse no Twitter que comprou 900 ml de chambinho! haha

edit.: o Lucas postou nos comentários que ele usa a mesma quantidade de leite condensado pra creme de leite. Pra mim, fica muito doce, mas aí é com vocês, testem e experimentem pra saber o que preferem.

Ah, se fosse nos EUA todo mundo ia rir!

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Vídeo do programa Cala a Boca Piangers, da TV COM, canal gaúcho. Para saber mais, clique aqui.

Agora, olhem o vídeo e me digam: se fosse nos EUA todo mundo ia estar rindo e tirando sarro de como eles são ignorantes e só sabem olhar pro próprio umbigo né? Ah, pois é, bonito hein!

De boa, não saber onde fica a América do Sul, continente onde se localiza o BRASIL, ou pior, nem onde fica o RIO GRANDE DO SUL, estado onde a pessoa está com os pés em cima…é pra acabar com o cheque do leite!

Detalhe que o vídeo foi feito em Porto Alegre, RS…supostamente um dos estados mais instruídos da nação. Poupe-me, poupe-me.

Vi no blog do Pilhou?.

Fumo aqui e tomo um chá, fumo aqui e tomo um chá…

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Tenho certeza que dentre os milhões de leitores deste blog que só é superado pela Melhor Página do Universo (mas só porque ele registrou esse domínio primeiro) há alguns poucos, mas loucos, que já tiveram ou têm a curiosidade de experimentar alguma dessas coisas que os emaconhado que se vestem de preto, batem em criancinhas, desrespeitam os mais velhos e roubam suquinhos do mercado usam. Só pra ver o que que dá.

Pessoa claramente emaconhado

Pessoa claramente emaconhada

Mas não somos todos que teríamos a coragem para experimentar algo na vida offline – fumar, cheirar, injetar, engolir balinhas, etc. (ou talvez fosse melhor dizer que não somos todos que seríamos fracos ou covardes o suficiente para experimentar; depende o ponto de vista)

Buenas, para vocês covardes ou corajosos, quero dar a dica do Neave Strobe:

Tá doidão de ácido, mané?

Tá doidão de ácido, mané?

Neave é o sobrenome do designer interativo que criou esse site em Flash, onde além desse “simulador” de ácido há outras ferramentas bem interessantes, como você pode ver clicando aqui.

Bem, eu testei e realmente funciona! São somente alguns segundos, é verdade, mas é muuuuchooo loco e bem divertido! Não chega ao ponto do Seu Madrugada nesta célebre produção youtubiana, é claro:

Dica: se você tem problemas epiléticos, não “use” o Neave Strobe.

Procurando por aí, achei o I-Doser num post do Sedentário. Ele é um programa que sincroniza nossas ondas cerebrais e simula a ação de diversas drogas ou outras sensações – até o orgasmo tem! E é legalizado.

Você pode fazer o download do programa por aqui e comprar as “doses” no site deles mesmo. Óbvio que tem as doses de graça, mas eu não apóio a pirataria, então não vou dizer que você pode baixá-las aqui.