A mais profunda reflexão sobre o ensino universitário no país.
Terça-feira, Maio 27th, 2008Diz o Neandro - um amigo - no msn: “sabe como são as coisas: eles nunca desistem de comer nossos cérebros, sejam eles professores ou zumbis.”
Diz o Neandro - um amigo - no msn: “sabe como são as coisas: eles nunca desistem de comer nossos cérebros, sejam eles professores ou zumbis.”
Sonhos são como deuses: se não acreditarem neles, eles desaparecem.
Era frase de msn duma moça. Me pergunto se ela percebe o quanto cética é essa frase.
É fato. Estamos destruindo esse mundinho que habitamos.
E infelizmente, ainda não colonizamos planeta nenhum para transferir os mais ricos para colonizar e procriar através do incesto.
Por isso quero salvar o planeta. Tá, como farei isso? Não tenho idéia.
Quer dizer, tenho uma idéia inicial. Me informar sobre o estado do planeta e o que pode ser feito por cada indivíduo para salvá-lo. É um começo.
E depois? Bem, eu posso informar as outras pessoas né?
É fato também que o consumo desenfreado de um monte de tralha que não necessitamos é culpada da destruição sistemática do nosso mundo.
“ah tio, mas as indústrias que destróem, o que eu tenho a ver com isso?”. Pra quem as indústrias produzem, cara-pálida?
Então, se não sensibilizar ninguém com minha campanha para salvar o planeta - através de dados e pesquisas e relatos que mostrem a situação em que nos encontramos - que pelo menos eu possa fazê-los sentirem culpados quando consomem mesmo sem necessidade alguma. Quando digo sem necessidade alguma me refiro ao segundo tênis do mês, àquele carro com mais potência e que poluí mais, ao ar-condicionado ligado em dias agradáveis, àquele banho de 30min todos dias…
Irei começar minhas pesquisas e tudo que eu encontrar trarei aqui. Está lançada o tema do blog durante todo esse mês e quem sabe quanto tempo mais: salve o planeta!
Eu não posso dizer que não simpatizo com a idéia.
O pastor é chamado de Reverendo Cluster, e junto com Cassidy - um vampiro gente boa - e Tulipa, ex-namorada de Cluster, eles partem numa jornada para tirar satisfações com Deus. É, isso mesmo.
Cluster teve seu corpo invadido e sua alma se tornou uma só com um ser chamado Genesis - filho de um anjo com um demônio, algo que não deveria existir. A partir desse momento ele ganha a voz de Deus: tudo que ele ordena é feito sem pestanejar pelas pessoas.
Ele resolve então procurar por Deus e perguntar como é que ele foi deixar o mundo ficar do jeito que está. Uma tarefa nobre, na minha opinião.
A história tem um ritmo muito bom, não fica chata e nos deixa sempre ansiosos pelo próximo número. Ela é cômica e irônica, e os palavrões não foram poupados por Garth Ennis, o autor. E graças as deusas nórdicas do sexo (eu adoro essas deusas) a tradução brasileira também não os poupou nem substituiu os mesmos por “maldição!”, $%%$@$! ou “cobras,lagartos!”.
Fala sério, coisa mais chata é você ver um filme legendado, escutar um “GO TO HELL MOTHERFUCK SHIT PUSSY FUCKING STUPID!”, e a legenda é for “vá se catar, seu maldito idiota!”. Perde um pouco da poesia, né?
Preacher ainda tem outros personagens muito legais e interessantes, como o Cara-de-CU e o Santo dos Assassinos - inclusive, eu já fiz um post sobre o Santo dos Assassinos aqui.
Você pode fazer o download da revista clicando na imagem ou aqui. Para ler a história você precisa do CDisplay.
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ps.: Agradeço ao Sedentário e Hiperativo, que foi onde fiz o download das HQs, quando eu ainda o achava um blog legal e interessante.
ps2.: Disponibilizei para download as primeiras 40 edições, além de algumas especiais. Logo coloco as restantes!
Há marcos na história da Humanidade.
Maio de 68 e a revolução estudantil pode ser considerado um deles. Foi um grito de “Chega!” por quem estava sendo sufocado pelas “tradições”, pelo conservadorismo, pelo capitalismo, pela selvageria do Ocidente.
É estranho e mágico que em vários países, sem coordenação via internet, os jovens se reunissem e protestassem contra o que incomodava. Contra a guerra do Vietnã, contra os velhos hábitos e pensamentos, contra a Ditadura. Mais mágico do que estranho, penso eu.
Eu não sei direito como foi, só pouco do que li a respeito, e o que li dos pensadores e intelectuais que sobreviveram para colocar no papel as idéias daquela geração. Foi uma geração de esperança de que as ideologias viviam(e vivem), de que querer mais do que o capetalismo hipócrita, machista e racista não era (e não é) utopia. Que emancipação coletiva pode ser realidade.
Por isso, eu também quero um maio de 2008. Ou um ano de 2008.
Levantemos bandeiras e digamos que BASTA!
Basta de exploração - dos outros sujeitos e dos outros seres vivos! Basta de “direitos humanos” e o que eles representam para essa sociedade conservadora - direitos iguais(todo temos direitos iguais a explorar o outro); liberdade(para vivermos o mais puro egoísmo fundamentado na desigualdade); respeito às diferenças(desde que sua diferença seja igual a minha); democracia para o povo escolher(e invadiremos e arrasaremos países, sequestraremos suas riquezas e montaremos governos de mentirinha para que isso aconteça).
Dizem naturais esses direitos. Nada há de natural no Homem. Somos construídos historicamente, somos frutos do que a sociedade está(ela está assim, não é assim).
Glorificação do natural é parte de uma ideologia que protege uma sociedade inatural de sua luta por libertação. (Herbert Marcuse)
NÃO SOMOS VíTIMAS. E não aceitaremos ser tratados como tal. Não somos apenas seres vivos, sobreviver não é o único objetivo. Pois assim nos vêem como seres desprezíveis, e nos tratam como tal - as torturas sádicas dos soldados norte-americanos feita com prisioneiros arábes é prova disso.
Não aceitaremos que transformem todo projeto de emancipação coletiva, toda tentativa de reunir as pessoas em torno de algo que não seja o mais profundo negativismo e niilismo e egoísmo seja tratado como utopia!
Não aceitaremos que absorvam o que nós defendemos e revertam em vazio de discurso! Que transmutem nossas bandeiras em camisetas a serem vendidas por grifes pop!
Não desejamos sermos reconhecidos por essa sociedade. Desejamos que ela se afunde e seja aniquilida. Queremos outra coisa que não esse machismo travestido de liberdade de escolha, de democracia - onde o Estado é refém do Mercado, veja o absurdo!
Para o inferno com os direitos iguais, queremos libertação… muito mais, nada menos. (Resyst)